sexta-feira, 23 de maio de 2008

ENTRE A VERDADE E A MENTIRA NA POLÍTICA

www.arazao.com.br - Matéria publicada no Jornal A Razão de Santa Maria/RS em 26/12/2007

Escritor santiaguense termina seu quinto livro e prevê polêmica .
Depois de ter lançado 4 livros, todos de caráter local, o jornalista santiaguense Julio César Prates decidiu meter o dedo na política. Com formação acadêmica em sociologia e direito, o escritor produziu um livro, no mínimo, polêmico. O título: A ARTE DE ENGANAR O POVO. Ao longo do livro, sintetiza diversas situações que envolvem os políticos, desde a roupa, jóias, carro, sorriso, abraço, como abraçar, como sorrir, como se comportar num velório, como mentir para as mulheres, como enganar setores organizados da sociedade civil até a construção de discursos, da oposição a situação, de esquerda e de direita, passando à construção do discurso do político ladrão. Já na introdução, Prates assevera: “este é um livro amoral”. Na prática, o autor levou 14 meses para resumir todas as hipóteses, desde o discurso de vítima dos políticos até o capítulo “como enganar” que envolve desde corporações, intelectuais, público GLS, militares, entre outros. Num pequeno trecho liberado para a imprensa, intitulado “Como mentir como se verdade fosse” o autor observa que “os limites, na política, entre a verdade e mentira são tênues. Verdade e mentira são faces análogas de uma mesma moeda. Uma justifica a razão de ser da outra e ambas andam de mãos dadas na consecução da boa atividade político partidária. Isso explica porque, em determinadas situações se diz uma coisa tentando chegar noutra. Em outros momentos, se diz algo para induzir a pensar outra coisa diversa. Em outras vezes, se diz o diverso para induzir a pensar no verso ou reverso. Em política, decididamente, não existe verdade ou mentira. ... A rigor, quase tudo é mentira, desde os gestos necessários, frios e calculados, até o tom de voz, a armação de um dado discurso, uma determinada situação fingindo humildade, um elogio para uma mulher feia, em suma, nada é verdade saindo da boca de um político decente”.
Com a capa levando a assinatura do editor de artes da Revista Veja, Guilhes Damiam, sobrinho do escritor, Júlio Prates está dando-se ao luxo de escolher uma Editora, visto que 3 editores paulistas já manifestaram interesse em publicar a polêmica obra. Pelo profundo estilo de linguagem e o toque à Maquiavel, Júlio Prates já está sendo chamado de “O Príncipe Santiaguense”, especialmente nos meios acadêmicos. Um capitulo em especial chama a atenção “A questão da amante e os filhos havidos fora do casamento”, capítulo III, que também aborda “Como enganar as mulheres” e “O discurso sobre a família”. O livro aborda ainda situações constrangedoras, entre elas, “A questão dos albergues e a manipulação da saúde: como explorar os pobres”, onde supostamente ensina deputados e vereadores a tirarem proveito das doenças e das desgraças dos pobres.

Um comentário:

GUILHERME GIORDANO disse...

Estimado camarada Julião
É com o mesmo respeito que sempre tive por ti que resolvi me intrometer no teu blog, e antes de mais nada, com profundo pesar pela inacreditável perda do nosso irmão, Carlos Batista Garcia, o grande Gaúcho, com quem tive a oportunidade de conviver por um bom tempo e militar na defesa das mesmas idéias. Acho que devemos prestar uma grande homenagem a ele. Não tenho idéia de como fazê-la, mas sua vida e morte não pode passar em branco.
Desculpe-me, mas não entrei para fazer nenhum comentário do teu livro, embora com certeza irei adquiri-lo no início do próximo mês, quando o salário costuma enguiçar a guaiaca, assanhá-la, melhor dizendo, pois evapora assim que não dá tempo nem de abotoá-la.
Sempre que posso, lembro do teu poder de oratória, do discurso que fizeste em frente ao DCE, e levantaste literalmente aquela massa de estudantes, sedentos por uma política revolucionária.
Que bom saber que você está bem, sinceramente sempre torci por isso. Estranho que sempre associei o teu estar bem, em oposição aos que hoje dominam a política nacional, em especial aos que dominam o clube da "esquerda". No meu inconsciente sempre desejei que te transformasses num tribuno popular e que o teu poder de oratória fosse um fio condutor e de continuidade do grande León Trótsky.
Um grande e sincero abraço, de um camarada que aprendeu a reverenciar um punhado de gente, e podes ter certeza que te reverencio, ao contrário do reitor que te expulsou.
Guilherme Giordano